Na minha janela
Ergue-se o auge de um prédio ameaçador
E eu, que sonho em o escalar
Ou até subir pelo elevador,
Limito-me a ver, de longe, o cume,
Através do vidro da minha janela,
Quente de olhares como lume.
Gostava de poder saltar.
Mas não sou alado
E não enxergo daqui a porta do prédio
Onde me perco no assédio
De um ascensor encravado.
É claro, há sempre as escadas,
Mas só se vê, da minha janela, o cimo
E as suas glórias douradas
Que com o olhar luzidio limo.
Ergue-se o auge de um prédio ameaçador
E eu, que sonho em o escalar
Ou até subir pelo elevador,
Limito-me a ver, de longe, o cume,
Através do vidro da minha janela,
Quente de olhares como lume.
Gostava de poder saltar.
Mas não sou alado
E não enxergo daqui a porta do prédio
Onde me perco no assédio
De um ascensor encravado.
É claro, há sempre as escadas,
Mas só se vê, da minha janela, o cimo
E as suas glórias douradas
Que com o olhar luzidio limo.
2008
Adoro a fotografia, adoro o poema. As duas coisas juntas :O . Não percebo.Tu tens uma espécie de dom para conjulgar assim tão bem as coisas, não tens?
ResponderEliminargosto muito desta foto, é tua?
ResponderEliminaro texto também está muito bonito :)
beijinho!